
Summer Comes from João P. Teles on Vimeo.

DELETANDO ARQUIVOS...
Anna Paes
Hoje abri o baú de recordações e notei que guardava coisas demais ali.
Folheei cada página, li e reli...
Foi um grande amor o nosso.
Feito de carinhos e ternuras...
Parece-me que tudo tem um fim mesmo...
Não fiquei conectada,
folheava guardados em CDs antigos...
Já empoeirados pelo tempo.
Mais de sete mil cartas de amor....
Poemas e pensamentos,
flores, brisas, borboletas...
Li um bilhetinho seu
onde dizia, te amo, sabia?
E chorei ao reler ...
Entreguei-me as emoções
mais puras, mais intimas.
Deixei que por minhas narinas
entrasse o seu perfume real...
Senti seus beijos...Seus abraços...
Tudo real.
E entre o real e o virtual...
Fiquei horas ali.
Sentia cada palavra como se fosse
a primeira vez que lia...
Resolvi, num ímpeto, ir tirando tudo de meu baú....
Fui deletando cada palavra, cada sentimento
guardado e exposto ali,
em forma de poesia...
Com os arquivos eu poderia fazer isso,
mas e com nosso amor real?
O que faria?
"Como se fosse possível
apagar da lembrança, tais feitos."
"Como se fosse permitido à mente,
apagar tudo, queimar neurônios."
Ah! Recordei o quanto lhe fui fiel...
...Como dava bom dia todos os dias,
alguns até se transformaram em poesia.
Revi nossas fotos...
Abri as gavetas do meu coração
e nelas deixei guardado para sempre
o amor que sonhei e por breve momentos tive.
Eram promessas loucas de amor..
Sem Jura's ou com Jura's?
Não sei mais dizer....
Eram palavras que entravam na alma,
que me faziam cada dia mais te amar..
Você foi me conquistando, me ganhando...e
Apaixonei-me.
E, vivemos intensamente
um amor louco e desvairado.
Não o culpo e nem a mim...
Culpo talvez ao destino
que não nos deseja juntos ainda..
Mas, sei que como comigo aconteceu,
acontecerá outras vezes
com outras pessoas.
........
Fui deletando cada palavra...
cada sentimento... cada lagrima...
cada saudade... cada dia
que você aos poucos foi me ganhando...
E, depois cada minuto
em que você e eu
fomos deixando de nos amar.
Só a nossa realidade, não consigo deletar.
Talvez eu ainda termine de deletar...
Boa noite...
11 de junho de 2003 -DF
Teia!
Ju Paes
Tento nesta vida uma teia armar
Com suaves linhas tecidas com fios de seda
Para te abrigar no seio
Qual Dama Negra
Dona do fio
Que tece teu ninho.
Para cada vida, uma teia diferente
O que difere, no entanto, são os tons da urdidura
O matiz do caminho
É nevoa, sombra, seda
Depende de cada um.
tenho mania - de você
Anna Paes
(quando pedi seu sorriso/embriaguei-me/
violentei-me ao descobrir que não era
meu)
tenho mania - de você
pedi-lhe um sorriso
Sorriso cheio e alegre
saltou de seus lábios.
- momento
- desejo
Penumbra
que encobria:
mentira
viuvez
precoce
sentimento morto
sem nunca ter vivido.
Deixa-me
Anna Paes
Deixa-me morrer
fria de sentimentos,
Deixa-me morrer triste e vazia.
Deixa-me seguir além de meus vãos pensamentos ,
que me transforme em casulo e,
refeita estarei.
Não mais temerei o amor...
Um novo sol brilhará em meu ser.
Nova lua cantará em meus anoiteceres.
Que se extinga o brilho em meus olhos
De um amor que fugiu
Seguiu!
(um amor que seguiu os encantos das luzes
que se desfez em prantos pela noite sangrenta
de um coração de novo apaixonado,
mas vazio de emoção por hoje.
Deixa-me verter esta lágrima de saudade,
e fria de sentimentos.
(Morta...Fria de amor.)
Cada palavra, cada som,
cada gesto, cada figura - tudo re(vive)! -
e como deixar viver ou morrer?
O que fazer?
Deixa-me morrer!
de amor ou por amor,
mas deixa-me morrer, por favor.
Brasília 2002_08
Boa Noite, Amor!
Naufragam-se as esperanças de dias melhores
Engolem-nos as espumas salgadas da ira...
Violência, discórdias uma atrás da outra.
Para onde nos levarão?
Ninguém detém a resposta
É culpa deste, daquele.
A culpa é nossa!
Permitimos!
Não somos capazes de tomar decisões sérias
em benefício do próximo
Aliás, preferimos aniquilar o próximo mais próximo
Ao cruzarmos os braços.
Ação!
É a ordem
do dia
da hora
Do coração
A Alma pede Paz
O Povo pede Paz
Os Animais pedem Paz
Salvem !Acudam!Resgatem!
Suas Almas, seus corpos
Sua Mente!
Vamos tomar atitudes
Salvar o Planeta
Matar a fome do vizinho
De comida
De fé
De carência afetiva
Dar as mãos!
Velhos, crianças, jovens!
Todos.
Anna Paes
Brasilia 23/10/2008
18hs22
Braços, abraços
Anna Paes
agora poeta, poeta
poeta tua dor de amor.
quando no mar estivermos
quero o mais doce verso
um olhar, um abraço..
talvez um beijo
e vou embora.
se acaso sentires saudade,
sopra na lua
cairei poeira
em teus braços abraços
Anna Paes
Brasília - 18/10/2008
20hs02
Boa noite, Amor
...mas qdo digo que te amo,
eu nao quero dizer com isto
que te amo...
eu quero dizer que te amo e só.
Sem mar, sem ar,
sufocando assim...
(um sentimento)
Sem sol e nem luar
Abandonada em mim mesma
Pelo muito que me amo
Mais que a ti.
Anna Paes
DF-Brasília - 22/10/08
Chuva de lágrimas
Anna Paes
Chorou o céu
Por mim, por ti
Olhos marejados
Despedi-me de ti
Anna Paes
Brasília 20/10/2008
22h01
Noite de Lua
Anna Paes
Sem chuva
Brilha no céu
A Lua
Tão nua
E eu a vagar
Perdida no infinito
Do brilho dos olhos
Teus
Anna Paes
15/10/2008
Separadas
Anna Paes
Das metades repartidas
Do muito que procuro
De um inteiro sem fim
Busco pedaços desencontrados
Nada se junta por inteiro
Quebra cabeça
Da metade perdida
Desencontro
Da metade esquecida
Decepção.
Brasilia-15/10/2008
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